sábado, 26 de março de 2011

Novos olhares.

Durante a visita ao Museu de Arte da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer na década de 40, enxerguei novos detalhes e compreendi mais sobre a magia do lugar: 

As formas utilizadas pelo arquiteto, a localização da construção no topo do terreno e a ausência de uma delimitação explícita do que é privado ou público permitem à imaginação dos visitantes várias brincadeiras.



O jogo de luzes e sombras e a utilização de rampas e escadas contribuem com um certo mistério e elegância ao antigo cassino. É possível inclusive reconstruir um pouco do glamour do desfile de pessoas na época dos jogos imaginando-as entre as pilastras e os espelhos internos.



Pena que a reforma feita em função de necessidades da mudança do ambiente para um museu destruiu parte da sua beleza com a falta de cuidado em preservar os detalhes originais quebrando a linha dos vidros e das pilastras de forma brutal, dentre outros defeitos. Acabando com o que, para mim, deveria ser uma das partes mais agradáveis da construção pois permitia ao visitante, além de novas sensações pela declividade do teto, uma vista maravilhosa do jardim projetado por Burle Marx misturado à Lagoa da Pampulha.

Na Casa do Baile, mais uma vez as formas, a disposição das pilastras e a maneira de valorizar a construção em relação ao entorno sem isolá-la chamaram minha atenção. E, aqui, ficou mais evidente um aspecto que já havia sido mostrado no MAP: a estrutura dos ambientes de serviço. Não se enxerga claramente as partes de apoio como a cozinha do restaurante e o espaço atrás do palco.

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