Durante a visita ao Museu de Arte da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer na década de 40, enxerguei novos detalhes e compreendi mais sobre a magia do lugar:
As formas utilizadas pelo arquiteto, a localização da construção no topo do terreno e a ausência de uma delimitação explícita do que é privado ou público permitem à imaginação dos visitantes várias brincadeiras.
O jogo de luzes e sombras e a utilização de rampas e escadas contribuem com um certo mistério e elegância ao antigo cassino. É possível inclusive reconstruir um pouco do glamour do desfile de pessoas na época dos jogos imaginando-as entre as pilastras e os espelhos internos.
Na Casa do Baile, mais uma vez as formas, a disposição das pilastras e a maneira de valorizar a construção em relação ao entorno sem isolá-la chamaram minha atenção. E, aqui, ficou mais evidente um aspecto que já havia sido mostrado no MAP: a estrutura dos ambientes de serviço. Não se enxerga claramente as partes de apoio como a cozinha do restaurante e o espaço atrás do palco.




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