domingo, 27 de março de 2011

Flash Mob

A expressão Flash Mob vem de Flash Mobilization. É caracterizada por uma rápida aglomeração de pessoas em um local público para realizar uma ação inusitada previamente combinada dispersando-se logo em seguida. Tais reuniões são geralmente combinadas por redes de comunicação sociais.




Flâneur

1. qui flâne, se promène sans but précis
2. qui perd son temps avec plaisir, qui paresse

A definição de flâneur deve ser visto dentro do contexto das grandes cidades onde é permitido ao homem se perder, se misturar à multidão. Contrariando a lógica do capitalismo, onde o ser humano reduz-se a um mero corpo servil, o flâneur vaga sem objetivo definido, perde-se no labirinto da cidade inebriado pelas sensações.

O filósofo alemão Walter Benjamin (1892-1940) descreveu o poeta francês Charles Baudelaire (1821-1867) como flâneur. Este foi o primeiro poeta a refletir em sua obra a crise e os impasses da modernidade capitalista e industrial.

Fontes: 

Teoria da Deriva - Internacional Situacionista

"Em 1960 é lançado o Manifesto da Internacional Situacionista, organizado por um grupo de jovens franceses que tinham uma chamada "ideologia marginal". No fundo, buscavam uma tentativa de teorizar as práticas espontâneas desenvolvidas no seio da subcultura boemia da Rive Gauche Parisiense. Guy Debord foi o fundador, e no seu círculo incluíam-se aventureiros, poetas e marginalizados de vários âmbitos, incluindo os conhecidos Letristas."


A Teoria da Deriva, publicada em 1958, define o procedimento de estudo psicogeográfico da Deriva. Tal prática consiste em questionar as ações no meio urbano frente às condições psíquicas e geográficas das pessoas. Deve-se rumar pelo espaço urbano deixando que este trace o caminho mas estudando os comandos e as respostas psíquicas a esse movimento. 

Além disso, a Teoria da Deriva propõe transformar o ambiente urbano em um lugar onde todos são agentes construtores.

"Entre os diversos procedimentos situacionistas, a deriva se apresenta como uma técnica de passagem rápida por ambiências variadas. O conceito de deriva está indissoluvelmente ligado ao reconhecimento de efeitos de natureza psicogeográfica e à afirmação de um comportamento lúdico-construtivo, o que o torna absolutamente oposto às tradicionais noções de viagem e de passeio.

Guy Debord" 
Fontes: 

Parkour

Termo proveniente da expressão "Parcours Du Combattant", uma referência ao percurso de obstáculos desenvolvido por Georges Hébert (1875-1957), pioneiro na prática de educação física na França como parte de seu "Méthode Naturelle" ou Método Natural de Educação Física, concebido no início dos anos 20 e que foi utilizado por soldados franceses na Guerra do Vietnã para realizar resgates.

O Parkour é uma prática baseada no deslocamento consciente e ágil do corpo utilizando os obstáculos que se encontram no entorno. Diferentemente do Free Running, o Parkour não utiliza movimentos artísticos, como saltos mortais. Consiste apenas em ultrapassar obstáculos para se chegar a um objetivo da forma mais eficiente possível. Quem pratica o Parkour é denominado Tracer (masc.) ou Traceuse (fem.). Essa denominação vem do verbo Tracer que significa traçar. 

O criador da prática é o francês David Belle, que na seguinte entrevista esclarece vários pontos do Parkour:


E, ainda, nesse outro vídeo é possível perceber mais claramente a ligação arquitetura - Parkour:

sábado, 26 de março de 2011

Novos olhares.

Durante a visita ao Museu de Arte da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer na década de 40, enxerguei novos detalhes e compreendi mais sobre a magia do lugar: 

As formas utilizadas pelo arquiteto, a localização da construção no topo do terreno e a ausência de uma delimitação explícita do que é privado ou público permitem à imaginação dos visitantes várias brincadeiras.



O jogo de luzes e sombras e a utilização de rampas e escadas contribuem com um certo mistério e elegância ao antigo cassino. É possível inclusive reconstruir um pouco do glamour do desfile de pessoas na época dos jogos imaginando-as entre as pilastras e os espelhos internos.



Pena que a reforma feita em função de necessidades da mudança do ambiente para um museu destruiu parte da sua beleza com a falta de cuidado em preservar os detalhes originais quebrando a linha dos vidros e das pilastras de forma brutal, dentre outros defeitos. Acabando com o que, para mim, deveria ser uma das partes mais agradáveis da construção pois permitia ao visitante, além de novas sensações pela declividade do teto, uma vista maravilhosa do jardim projetado por Burle Marx misturado à Lagoa da Pampulha.

Na Casa do Baile, mais uma vez as formas, a disposição das pilastras e a maneira de valorizar a construção em relação ao entorno sem isolá-la chamaram minha atenção. E, aqui, ficou mais evidente um aspecto que já havia sido mostrado no MAP: a estrutura dos ambientes de serviço. Não se enxerga claramente as partes de apoio como a cozinha do restaurante e o espaço atrás do palco.

domingo, 20 de março de 2011

Cédric par moi (refeito)


Críticas feitas sobre a foto publicada no dia 16/03 enfatizaram a quantidade exagerada de filtro, a ausência de corte na parte superior e o corte indefinido na lateral esquerda. Para consertar tais problemas resolvi cortar grande parte da foto no lado esquerdo e na parte superior, definindo melhor seu limites. E, retirei o filtro. A redução nas cores foi consequência da retirada da parte inferior da foto onde havia mais luminosidade. Tentei, ainda, manter a idéia inicial explícita na postagem anterior.

As fotos originais são:

quarta-feira, 16 de março de 2011

Cédric par moi


Ao descobrir a origem de uma pessoa, costumo associá-la à imagem que criei de sua terra natal, se tal pessoa for nova em minha vida, ou tentar achar no que já sei sobre ela traços desse lugar. O Cédric não foi uma exceção. Como ele era completamente desconhecido para mim, a primeira imagem que criei dele foi a imagem não do seu país de origem, o Congo, mas do seu continente de origem, a África. Projetei nele todas as cores, a peculiaridade e um pouco do mistério que os africanos com quem já tive contato me passaram. E, após três dias de contato com ele, mantive a idéia de um ser de certo modo enigmático, mas consegui ver um pouco de todas as cores com que o pintei inicialmente!